Monday, February 28, 2011

Grito de Carnaval, l´essence Mooca, Alto Padrão, Sao Paulo

Trabalho à muito tempo no mercado profissional e a pouco no mercado Brasileiro mas tenho que dizer que o boom da economia do Brasil, o meu conhecimento vivido no mercado economico, as forças, prespectivas e um pouco de retração do mercado imobiliário em São Paulo junto a PDG Realty no Brasil, 2011 é sim, um ano promissor.

Devemos encarar o futuro com as oportunidades do momento. Digo isto por varios motivos.

O vivido neste final de semana que passou foi uma campanha de 10% de beneficio da tabela do produto em que o resultado em quantidade de vendas do produto foi superado a meta solicitada. Algums clientes, que já tinham em mente em adquirir o L´essence Mooca, acabaram assinando contrato na hora certa, adquirindo um benefício de no minimo R$80.000,00 só por assinar nesta data, e isto me trouxe prazer e satisfação por trabalhar em uma incorporadora que qdo com metas atingidas, abre campanhas relampagas assim beneficiando o cliente e o corretor.

Sobre os reajustes de preço é certo que o mercado imobiliário continuará crescendo, aumentando o preço do m² e reajustando as tabelas. Por isto, a cada dia que passa, mesmo com os clientes pensando mais e mais antes de comprar um apto novo, eles precisarão tomar esta iniciativa quanto antes. Afinal de contas, este mercado esta escasso de boas localizações e de bons negócios. Sendo assim, gostou, seja experto, pense rápido, negocie e feche negócio. Uma coisa que aprendi e funciona: NAO DEIXE DE NEGOCIAR!!!!!!!!!!!!

O Brasil não esta vivendo a Bolha qual os Estados Unidos vivenciou. Morei 12 anos fora, adquiri casa e agora aprendi a analisar o tempo atual. O mercado imobiliário aqui no Brasil sofre de efeitos de ofertas, demandas, escassez, feeling e timing, momento de verdadeira alta provocada pelos fatores economico e urbano da nossa emersão no mapa demografico mundial.

Por tanto eu, Tatiane Guedes, que entro na corretagem querendo com transparência e objetividade atender bem os meus clientes, e os meus companheiros do ramo conto com a cooperação de amigos e clientes para criarmos aqui um blog ativo sobre o que acontece com nosso mercado, as experiências vividas e as oportunidades.

Thursday, January 20, 2011

"O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO


"O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE


"Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível"


Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.

Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, algunsse aproximavam para ensinar o serviço.

Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.

Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.

Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.

Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.